sábado, 9 de março de 2013

E sou livre


As Boas Mulheres rezam. Eu escrevo. É minha maior vitória, minha conquista, o dom do qual me sinto mais orgulhosa; e as palavras, embora estejam sendo devoradas pelo grande silêncio, hoje constituem minha única arma.
Rosa Montero, 

“A história do rei transparente”.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Parecia inofensiva mas te dominou...



Difícil é desviar de quem tá sempre querendo
ela mantém a porta aberta ela te faz de instrumento,
vai te dominar, se já não dominou...

Ouvi o grito de dor de um homem que falava a verdade
mas ninguém se importava
Botando pra fora tudo o que sentiu na pele
Mas ninguém lhe dava ouvidos não...


quinta-feira, 7 de março de 2013

Porra, Chorão...



Queria ter escrito ontem pra registrar ...Não consegui, ontem foi um dia ruim, muito ruim.

A velocidade dos acontecimentos, 2013, acontecendo e não convencendo ainda.

Chorão me arrepiava quando cantava, a voz, a energia, a força, o amor saindo pelos olhos, pela boca, pela pele...Garoto bom, zero de bad boy, bandleader insubstituível.

Doeu muito, muito, muito, chorei pacas, acordei com meu marido me abraçando e falando baixinho que não tinha uma notícia muito boa pra me dar. Fomos ao seu último show aqui no Rio, ele sabia o quanto eu amava o Charlie Brown.

Tava na coluna do Ancelmo que semana passada o Chorão doou 25 skates, televisões leds, eletrodomésticos e 40 pares de tênis para os amigos mais próximos...

E nesse show me deparei com um cara cansado, exausto, muito exausto, apesar de ter ainda alguma energia no palco, me pareceu extremamente perturbado.

Fuga, drogas, vícios, cobranças, exemplos, separação. Tantas palavras soltas, mas que unidas com verbos, preposições, sujeito, objeto e conjugações, dariam um livro.

O livro da vida desse menino que se foi chorando.


E nos deixa aqui sentindo saudade.

domingo, 3 de março de 2013

E é um gesto difícil e humilde aceitar a culpa e admitir a falta



Eu preciso aceitar tantas desculpas, encerrar tantos processos dolorosos e preciso também pedir muitas. Muitas desculpas...


"Por algum motivo, começo a rabiscar aquela palavra no alto da página. Desculpe. Desculpe. É uma palavra que assombra e machuca. Parece pedir perdão por estar na página. É uma palavra tão clara quanto esquiva.
Escrevo em volta dela. Tecendo e riscando. Dou-lhe história e diálogo. Dou-lhe nomes e lugares. Dou-lhe fôlego e voz. Minha redação é veloz e bagunçada. Mordo o interior da boca e mal noto quando sinto o gosto de sangue.
E se torna claro para mim que aquela é uma palavra boa, usada por pessoas boas. Ninguém é verdadeiramente virtuoso, ninguém evita a maldição rastejante. Todos os personagens, em todas as histórias, pelejam entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. Mas são as pessoas boas que sabem diferenciar, que sabem quando ultrapassam a linha. E é um gesto difícil e humilde aceitar a culpa e admitir a falta.
É preciso ser corajoso para dizer essa palavra e falar sério.Desculpe.
Desculpe.
"Desculpe" significa que você sente o latejar da dor do outro, como também sua própria dor, e que você assume parte dela. Portanto, isso nos une, nos assemelha. "Desculpe" é uma porção de coisas. É um buraco preenchido. Uma dívida paga. "Desculpe" é o acordar do delito. É a onda mutilada das consequências. "Desculpe" é tristeza, assim como saber é tristeza. "Desculpe", às vezes, é autopiedade. Mas "Desculpe", realmente, não é sobre você. Cabe a eles pegar ou largar.
"Desculpe" significa se abrir, para ser abraçado, ridicularizado ou vingado. "Desculpe é uma pergunta que implora o perdão, porque o metrônomo de um coração bom não se acomodará até as coisas se tornarem certas e verdadeiras. "Desculpe" não aceita coisas velhas, mas as empurra adiante. Faz uma ponte sobre a lacuna. "Desculpe" é sacramento. É uma oferenda. Uma dádiva.
Sim. "Desculpe" é quando pessoas boas se sentem mal."


O Segredo de J J, a vida de Maria Milesi

Sou uma pessoa  infinitamente melhor depois de você.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Meu caminho ficou mais leve.



Tem ternura e  encantamento permeando a minha vida. Sempre terá...
Por ainda ter esses  sentimentos como base nas minhas relações, me coloco a  escrever, e talvez por isso o Palavras Pequenas parece o blog de uma menina fofa e feliz. É que eu opto por esse  olhar doce; não quero perdê-lo. Nos últimos anos tenho sentido muito medo de  perder a capacidade de olhar os outros dessa forma, com  doçura, especialmente quando há tanta convivência... Me dei conta que  só muito afeto dá conta de aliviar as máscaras que vão caindo no dia a dia...

E eu tenho a ternura, a doçura, os sorrisos, e a cara feia e minha pose de durona que surtiam efeito. Nesses anos de amadurecimento, me deparei com tantas pessoas terríveis, e vou aprendendo a lidar com esses seres humanos. 
Tô mais velha, mais esperta,  e mesmo assim precisei  lidar com  hipocrisia, maldade, mesquinhez e até uma certa dose de perversidade. E, olha, não é legal.  É indescritivelmente menos que legal. Num primeiro momento, fui em busca da  minha capacidade de compreensão. Eu sou uma pessoa bem compreensiva - e ok,  isso não tem sido  sempre  bom. Sempre entendo os vários lados, sinto compaixão, não sairei dessa encarnação por falta de empatia. Daí não tive outra escolha a não ser tentar ser ser compreensiva: É difícil se adaptar a mudanças, as transições são complicadas, Pensava, poxa é só mais um ser humano  que ainda tem muito a aprender, calma, eu vou conseguir lidar, vai dar tudo certo. 
É, não deu. A empatia foi vencida pela complexidade da situação, e, mais uma vez, nesses anos como a Maria, a doçura escapou de mim. Houve um dia  em que parei, sentei e pensei: "não dá!". E foi bem libertador. Ora, às vezes dava, eu sempre entendia, no fim, as coisas se ajeitavam, eu conseguia sorrir e me entregar novamente ao  final das horas. 
Dessa vez, não houve afeto, não houve doçura. Meu estoque de gentileza e educação se esgotou, como posso oferecê-los a quem não tem a mínima ideia do que seja isso? . Descobri que há pessoas que não valem a pena, nas quais a gente não deve lidar. E mais uma  vez, eu não queria estar de jeito nenhum com mais uma daquelas  pessoas que estavam levando, ao último patamar, a imaturidade de quem não entende que a  vida não é como a gente quer.

Pessoas são capazes de muitas coisas - boas e ruins. Mas elas não me influenciam. 
E mais uma vez não há outro sentimento que não seja  o de alívio. 
Menos um. 

Não quero essas faltas nos que me rodeiam.







quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sou sua caixa-preta, sua cópia de segurança, seu diário, seu esconderijo na parede.


Já te fiz muitos posts, são quatro, ou cinco, ou seis, ou mais
Eu sei demais
Que tá demais...
...

Eu decorei suas fraquezas, acalmei seus pesadelos.
Conheço histórias de sua infância, dores e repulsas.
Sou sua caixa-preta, sua cópia de segurança, seu diário, seu esconderijo na parede.
Poderia imitar sua caligrafia, poderia escrever sua biografia, listar o material escolar da 5ª série, recordá-lo  da capa de bichinhos coloridos da cartilha Alegria de Saber.
Você não escondeu nenhuma resposta de minhas perguntas. Nenhuma gaveta para a minha curiosidade.
Nunca se revelou tanto para outra pessoa. Expôs quem odiava no Ensino Médio, quem amava, quais as gafes e as covardias que experimentou na escola.
Confidenciou aquilo que seu pai omitiu e que magoou fundo, aquilo que sua mãe gritou e feriu fundo.
Não tem anticorpos contra mim. Baixou as armas, depôs a mínima resistência.
Se você me escolheu para confiar, devo ter o dobro de tato para falar contigo, o triplo de responsabilidade. Qualquer um conta com o direito de falhar, qualquer um desfruta da possibilidade de errar, menos eu. Sou a que realmente estudou seus pontos fracos e o lugar de suas veias.
Perdi a desculpa do acidente, a vantagem do lapso.
Sou a mais perigosa, portanto tenho a obrigação de defendê-lo de mim. Tudo o que ouvi a seu respeito não posso empregar para agredi-lo. Cada desabafo que me confiou não serve para nada, a não ser para amá-lo.
Não tem finalidade doméstica, nem serventia para fofoca, é uma amnésia alegre: escuto, sorrio e consolo.
Não ouso soprar verdades sem sua permissão. São arquivos protegidos.
Quem ama mergulha em hipnose regressiva, firmamos um código de quietude e cumplicidade, de zelo e compromisso.
Intimidade é um conteúdo perigoso, tóxico, explosivo. Há os casais que esquecem que estão levando a valiosa carga e transformam a catarse em tortura psicológica, em chantagem emocional, em sequestro moral.
Suas confidências morrem comigo ou eu vou morrer nelas. Não podem retornar numa briga. Que eu morda a língua, queime a boca, mas não use jamais seus segredos. Aquilo que você me disse não é para ser devolvido. Todo segredo é um sino sem pêndulo.
Não importa o que faça ou as razões da raiva, é covardia distorcer suas lembranças.
Não posso rifar seus problemas, nem propor leilão dos seus medos.

Eu prometo cercar seu silêncio com meu silêncio.
Não nasci para julgá-lo, mas para me julgar e, assim, merecê-lo.


Nasci para você.


Carpinejando com toda licença poética.

...



Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Se juntar cada verso meu
E comparar
Vai dar pra ver
Tem mais você que nota dó
Eu vou ter que me controlar
Se um dia eu quero enriquecer
Quem vai ler  esse blog
Sobre uma pessoa só?




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O coração grande de Cristina

Há gente que vive morta. 
E há gente que morre viva. 

Cristina Salazar López morreu viva.  

Aqui

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A vida sem você


Muitos dias

Todos redondos, redondos como as minhas bochechas que não importa quanto peso eu perca, nunca vão embora. Dói, dói muito, mais à noite e principalmente aos domingos.
São tantos abraços que eu quero te dar, tantos os beijos na testa que eu preciso, tantos botões de vestido que você não apareceu pra costurar.
Eu parei de passar protetor solar no rosto. Eu voltei a comer feijão, voltei a cozinhar todos os dias, voltei a fazer o seu frango.
Mas você não volta.
Já são muitos, centenas de dias sem você e apesar disso tudo, o mais difícil não é a saudade.
É fazer o meu cérebro maluco entender que eu nunca mais vou  dizer a palavra mãe....

Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre, mas eu sei que você está bem agora.
Só que estes anos os verões tem acabado...


Cedo demais.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Coisa linda

Acho lindo ver duas crianças se cumprimentando, elas quase se devoram...São estabanadas. Eu sou assim.
Acho lindo também ver as pessoas amadurecendo. Coisa bonita de se ver é isso, no dia a dia, no passar dos meses, me deparar com pessoas que não mais gastam suas energias em pontos desnecessários e que se aceitam e que assumem seus erros. E que riem deles. 
Coisa linda é amadurecer.
Ver os queridos redefinindo seus valores morais, seu estilo de vida.

Acho lindo a honestidade embutida na vida, nesses dois fenômenos, o infantil e o maduro.
Coisa linda a honestidade, sobretudo a honestidade com a gente mesmo.

Minha ternura não ficou na estrada, nunca ficará no tempo, nem presa na poeira.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As pessoas quebram

O que eu poderia dizer a você, Catarina? A verdade? A verdade você já sabia, você tinha acabado de descobrir. As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E dão nomes mais palatáveis para a inveja e para o ódio que os queima. Mas à noite, Catarina, à noite, eles sabem.

Existe gente, Catarina, que não consegue dar sentido, ou acha que os farelos de sentido que consegue escavar das pedras são insuficientes para justificar uma vida humana, e quebra. Quebra por inteiro. Estes você precisa respeitar, porque sofrem de delicadeza. E existe gente, Catarina, que só é capaz de dar um sentido bem pequenino, um sentido de papel, que pode ser derrubado mesmo com uma brisa. E essa brisa, Catarina, não pode ser soprada pela sua boca. Ser forte, Catarina, não é quebrar os outros, mas saber-se quebrado. É ser capaz de cuidar de seus barcos de papel – e também dos barcos dos outros – não como uma criança que os imagina poderosos, de aço. Mas sabendo que são de papel e que podem afundar de repente.



É isso...Aqui...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carece

Escrever não é agradável. É um trabalho duro e sofre-se muito. Por momentos, sentimo-nos incapazes: a sensação de fracasso é enorme e isso significa que não há sentimento de satisfação ou de triunfo. Porém, o problema é pior se não escrever: sinto-me perdido. Se não escrever, sinto que a minha vida carece de sentido.

Paul Auster

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pequenas Magias


Nossa casa tá linda. Aos poucos vamos colocando nossas vontades e cores no lugar. Eu com ele, é sadio, sabe? Não existe um jeito certo de se fazer tudo isso, pensei. Não existe um jeito, existe eu, existe ele, existe eu do meu jeito, existe nós dois do nosso jeito e existe o conforto e a maturidade em nos aceitarmos desse jeito... E a coisa saiu. E tudo funciona, e eu sou feliz, e ele é feliz.

O meu melhor amigo é o meu amor.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Das réguas e compassos



                                         Não me traga nada não, gosto de buscar.


                                       

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013



Eu devia ter escrito algo lindo, sobre as mudanças que já começaram na minha vida, sobre o casamento, sobre o trampo, sobre a carreira, sobre a vida...









         

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Na minha vida tem gente de verdade...




Alguém falou do fim-do-mundo,
O fim-do-mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um

Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso.

Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero viver a minha vida em paz
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia.

Eu sei dizer eu te amo!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Recalculando Rota



2012 foi o ano que mais me ensinou profissionalmente.
Eu perdi as certezas que eu tinha, e encontrei tantas outras.
Estou equipada para lidar com muito mais coisas do que eu estava há um tempo atrás.
Estou pronta, mais segura. Aceito direcionamentos, ainda sofro, ainda tenho muito no que me adaptar. Mas Em paz. Absurdamente em paz com o caminho percorrido até aqui.

As vezes a gente demora a entender que ao nosso redor muitas vezes há todo ar necessário, e nós só precisamos parar de prender a respiração. Não se pode viver plenamente se toda a sua coragem estiver contida em você, ao invés de refletida para o mundo.
Preciso refletir no meu mundo. Jamais apagarei a minha estrela como fiz tantas vezes. Jamais.

Sabe aquela coisa da ave? Fiquei refletindo hoje enquanto meu corpo ficava moreno com o sol de Copacabana de um Dezembro lindo no Rio de Janeiro, fiquei olhando uma ave voar e vi ao menos tres coisas necessárias para esse vôo. As asas, a pressão certa e o ângulo certo, esses tres ítens tornam um vôo belo.
As asas ? Eu tenho. As pessoas me fornecem a pressão todos os dias à partir do momento que eu abro meus olhos, então, eu preciso somente ajustar o meu ângulo.
No meio desse Let Go, respiro feliz de poder descansar por alguns dias enquanto revejo minha rota, enquanto o mundo continua girando cada vez mais assustadoramente depressa.

Vou chegar em 2013 com a pela morena, os cabelos mais curtos, ainda mais detonado, cara limpa, queimaduras do sol, noites insones, noiva, pensando no meu casamento, com o homem que eu amo, com uma sogra doce, com meu pai namorando, meu irmão casado com um anjo em pessoa, com amiga feliz, com novos desafios.
Vou chegar em 2013 muito, mas, muito mais eu.

O que eu peço 2013 é que você não me subestime, nem me superestime. E saiba que eu tenho consciência do meu real valor.

Eu peço que o universo me dê o que é devido e o que cabe em mim, para mim.

Porque eu vou ser testada. Só que agora eu tenho firmeza.

2012, pode ir tranquilo, você mandou muito bem.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

18/12



Me sentindo devorada pelas lembranças, foi assim que acordei hoje, não respirei uma vez sem lembrar da falta que você me faz. Ainda tentando voltar os ponteiros do relógio para o exato momento em que me perdi de você, que deixei você ir embora, que não pude te agarrar tão forte a ponto de nunca tê-la deixado partir...

Estou deitada em posição fetal com a minha própria solidão, transbordando melancolia. O meu dia será assim, nada bonito para quem estiver por perto dele.


Por motivo de dói demais.


Eu amo você mãe. Tanto, tanto...


--

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Então é Natal, q saco!

Preciso informar: Natal não me deixa emotiva, eu não volto a amar ou procurar quem já se foi, não consumo enlouquecidamente, não presenteo, opto por não ser presenteada (faz favor), não organizo a casa de repente, não gosto de luzinhas, enfeitinhos e papai noel. Natal pra mim tem um significado: Rabanada e Roberto Carlos.  E fim.

Não me desejem Feliz Natal não tá? Obrigada.

domingo, 16 de dezembro de 2012

As dores belas



Eu te guardo num canto escondido, mas não daqueles escondidos que corremos o risco de procurar e não achar.

Na verdade, não preciso nem procurar pra te achar.

Você está. E Ainda dói. Mas dói bonito.
Junto com a dor vem uma sensação de alívio por ter vivido até aquele dia com você.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

2012

                                               
                                               3 cenas de um ano lindo.

                                 Um ano cheio de entrega, respeito e verdades.

                                    2012, seu danado, você mandou muito bem.




domingo, 9 de dezembro de 2012

...



"Não bastar amar alguém. É preciso amar com coragem. É preciso amar de modo que ladrão, intenção, lei, lei divina ou terrena não possam atuar contra esse amor."

O legado de Eszter
Sándor Márai - p. 100-101

sábado, 8 de dezembro de 2012

Sobre o amor



Pouco tempo pode significar tudo, e muito tempo pode não significar nada.

Se uma pessoa  não sabe gerir a própria vida também não sabe gerir seus sentimentos.

A pessoa certa é aquela que conhece todo o meu pior lado e o aceita.

Não dá pra conseguir sempre o que você quer. Mas, se você tentar, pode descobrir que conseguiu o que precisa.

Dá pra arrastar um ponto final até ele virar linha reta.

Dá pra desdobrar uma palavra pra esticar o momento.


Perdi uma ponta de estrela da minha varinha-guia no meio de uma triste guerra.

Aí eu lembro, 'todo sopro que apaga uma chama reacende o que for pra ficar'.

Suspira e precisa acreditar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Até quando?

Tão logo você aceita que  não quer mais viver sem isso, você perde.
Me diga pq o universo é assim tão imperfeito?
Alguém  tem alguma resposta, se tiver, me diga pq, eu tô precisando muito de respostas.
Que diabos acontece?
Qual propósito tem isso?
Há alguma razão para isso?
Porque se você conseguir pensar em uma razão, qualquer razão de porquê o universo é tão imperfeito...
Tão sem nexo e cruel, agora seria uma excelente hora para me dizer.
Pois estou precisando de respostas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Odeio Dezembro


São quilos e quilos de saudade parados entre o coração e a traquéia, cuspindo.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sim,

"Tu é apegado a essa distância. Tu tem toda uma coisa autossuficiente, superior. Um ar de leão sentado no trono. E ao mesmo tempo tu é tão doce. Tu não faz sentido."

 Barba Ensopada de Sangue, do Daniel Galera.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu sinto isso todos os dias!

 Preciso ir para casa imediatamente e começar a escrever ou devo fugir e começar uma vida inteiramente nova. A ideia de começar um livro me aterroriza: é tanta coisa pra dizer que não sei por onde ou como começar. A ideia de fugir e começar tudo de novo é igualmente aterrorizante: significa trabalhar como escravo para manter corpo e alma juntos.

HENRY MILLER IN TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO

Não te curto, de verdade!


Quando perguntei por que você não estava mais entre os assinantes de xxxx, algumas possibilidades apareceram.
Maria Milesi perdeu o prazo da renovação, por algum motivo. Ou viajou na hora de renovar e esqueceu. Ou está dando um tempo. Ou...

Interferi diretamente:

Tenho uma ideia clara na cabeça. Se Maria Milesi ainda não voltou é porque está só esperando uma boa oportunidade e ainda não soubemos criá-la.

Foi quando tomamos a decisão de trazer você de volta.

Criamos a oportunidade que você espera. Começamos com o maior desconto que podemos dar? 50%.
Ou seja, você vai assinar tal revista pela metade do preço.





Spam da Abril. Trash é tão pouco.




Revista Trash, eu assinava para uma outra pessoa e não te curto. De verdade!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dezembro

Me falta coragem  e alegria, a lua indecorosa lá no céu e eu aguardando forças para atravessar Dezembro.

Eu tô muito, muito cansada.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

No fear

Quanto mais tenho medo de uma coisa, mais quero fazê-la.
Percebi isso quando era criança.
Posso levar uma vida protegida, me escondendo do mundo assustador.
Ou fazer as coisas que mais me assustam.
Quanto mais puder doer, quanto mais mortal puder ser, mais vale a pena fazer.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Faz favor, manda o seu ego pra casa do caráleo, manda?

Eu não me distraio, não profissionalmente, eu não perco o foco, eu procuro perceber tudo que me cerca, creio que tudo, mas tudo mesmo contêm alguma lição, e se acontece sob minha "jurisdição" é porque dali, vou aprender algo.

Relacionamentos humanos são grandes fontes de aprendizados, destaco relacionamentos profissionais como top nos meus dias atuais, são relaçoes impostas, não é e nem nunca será uma relação escolhida. Muito menos fácil.

Há muito, muito tempo que a impulsividade não me acompanha. E pode acreditar, que quando eu digo que sei o que estou fazendo, É porque eu sei. Da mesma forma que quando eu grito pedindo ajuda, é porque eu preciso mesmo de ajuda.

Creio indiscutivelmente em conversas verdadeiras, onde se ouve tudo, onde se fala tudo e onde dali
encara-se o fracasso, as frustrações... Onde dali digerimos as pontuações, nos distanciamos e criamos um caminho a seguir.

Temos que lidar com desabafos, decepções , atos levianos, mentiras, omissões, justificativas diversas, e aquele desfecho de sempre - cada lado tem sua versão, cada um defende sua verdade, cada um tem o que acusar e também o que se defender,

Não se cria relações muito menos profissionais com suposições ou achismos...

O caminho existe, pode existir várias pessoas apaixonadas por aquela empresa que construirão trajetórias satisfatórias

Pessoas têm a chance de se transformar a partir do referencial que o seu responsável direto lhe trás, a partir de um olhar, de um gesto, de uma postura, portanto, ouvir, distanciar-se, colocar a emoção no bolso é essencial para que os atritos desapareçam...Para que o dia a dia não se transforme em debates patéticos, desgastante e com resultados iguais a zero.


Não existe milagres ou pessoas milagrosas, existe ao menos eu creio uma caixinha na porta da minha sala, que todos os dias ao sair de casa, cumpro o papel minucioso de retirar o meu ego, as minhas emoçoes, retiro do meu corpo, da minha alma e as deixo ali, bem guardadas no meu santo lar.


Nada chega até a mim de forma pessoal, nunca me achei o centro do universo, assim como nunca acho que  sou o centro do meu emprego atual. E da mesma forma que recebo críticas e parabenizações eu as ofereço nas mesmas condições.


O que eu quero dizer com tudo isso é que o mundo está muito crazy, as pessoas estão muito carentes, os seres humanos precisam que todos os dias sejam especias, únicos e esperam que nesses mesmos todos os dias as outras pessoas que as cercam lhes declamem em loop o seu poder, a sua inteligência, a sua sagacidade, a sua disponibilidade, a sua entrega, quando na verdade, o tal poderoso só está fazendo o que deve e foi contratado para fazer e por aquele papel ali desempenhado, recebem xx valores... Pode haver carinho? sim, pode, carinho sim, idolatria não.

Na minha memória tão congestionada, ainda resiste os primeiros dias em Alguns trabalhos que me exigiam tanto...Lembro bem dos primeiros erros, ou quando marquei um penalty inesperado e finalizei com um gol de placa...


E por isso ainda parecer tão próximo não posso ter outro sentimento, que não empatia, pelas pessoas que estão vivendo esse começo...Ou recomeço...E odeio as tais pessoas que acham que já chegaram lá...

Os elogios e incentivos que recebi de gente que me acolheu de braços e mente abertos foram muitíssimo mais importantes para a profissional que eu sou hoje do que os chiliques de gente incompetente querendo despejar na menininha anos de frustração profissional e sexo ruim (desses eu não posso citar o nome ou posso amanhecer em pedaços num freezer).


Esses últimos, embora na época tenham quase me enlouquecido, hoje não passam de caricaturas para mesas de bar...

Os primeiros estarão sempre no meu coração e em cada coisinha que faço no meu trabalho.

E na minha experiência, que é coordenar outras pessoas, descobri que é um enorme prazer dividir.

Não exatamente o que se sabe, pois tenho mais a aprender do que a ensinar, mas o que se viu, se viveu.

O mais importante é saber que o que nos difere não é um cargo ou um dinheirinho a mais no final do mês, mas só alguns anos a mais por aí, vivendo, trabalhando, dormindo, bebendo, comendo. Errando e acertando.


Até porque, amigos, o mundo dá muitas voltas...








Abrindo o peito a força

um ode ao Miltão


Nada a temer senão o correr da luta

Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim-

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gonzaga e Gonzaguinha


Eu fiquei mais que emocionada com a representação da relação do Gonzagão com o pai e com o modo como a música Respeita Januário foi inserida no filme.


Na boa? Os olhos embaçaram e eu chorei dum jeito que só...

Gonzaga é um mundo nos domínios da minha memória. Do meu crescimento. Da vida da minha mãe.

Eis aqui uma pessoa se entregando...





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Lição do dia



Quase tudo pode ser curado com um banho gelado.


*

Classificados

"Procura-se homens para uma viagem perigosa. Salário reduzido. Frio penetrante. Longos meses de completa escuridão. 

Perigo constante. 
Retorno em segurança duvidoso. 
Em caso de sucesso, honra e reconhecimento."

Anúncio no Times do capitão Scott, 1911, Londres.





sábado, 24 de novembro de 2012

Não seja babaca


Cansativo esses tempos, cansativo não poder exercer a  tristeza. Essa necessidade em sermos impessoais, comportados, regrados, humorados.
Peço aos Deuses, aos anjos que  nos traga  alguma paz e muitas chances, que nos faça enxergar o quanto medíocre somos no nosso dia a dia, acreditando que somos especiais, desejando sermos únicos, descolados, alegres, dispostos ...

Eu peço todas as noites antes de dormir sabedoria para que no dia seguinte eu não seja patética, elitista, preconceituosa. 
Eu  não  quero ser tão babaca.
Eu quero essa vida real, essa vida aqui de quem paga pra ver, mesmo tendo medo e não sabendo o final da história;

A vida improvisada de quem está aprendendo a viver. E muitas vezes não é feliz.
Loucura no meu ponto de vista é não poder exercer a minha loucura.

Eu peço por mim e por todos aqueles que eu amo, porque a gente ainda vale a pena

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O joguinho que o Vitor ( não o vejo desde sábado ) ama e não desgruda no meu celular, enviou uma mensagem bem barulhenta, me interropendo num email de trabalho onde eu tava pensando seriamente mandar o cliente se fuder.
A mensagem dizia assim: Você está muito parado, hora de construir. Com uns desenhinhos bem maneiros.
Morri nessa hora de saudade, de rir e de amor...
Esqueci a raiva e finalizei o email sendo bem fofa, pensei até em enviar por correio, papel de carta perfumado...

Vitor, seu delícia.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Amadurecendo



Deixando de lado o indizível, esses conselhos cobrem de forma admiravelmente lúcida e sucinta os principais aspectos práticos que cercam a atividade, inclusive as muitas armadilhas ao longo do caminho. 
Mereciam ser gravados na pedra.



1. Ainda na infância, assegure-se de ler um monte de livros. Passe mais tempo fazendo isso do que qualquer outra coisa.

2. Quando adulto, tente ler seu próprio trabalho como um estranho o leria, ou melhor ainda, como um inimigo o leria.

3. Não romantize sua “vocação”. Ou você consegue escrever boas frases ou não consegue. Não existe nada parecido com uma “vida de escritor”. A única coisa importante é o que você deixa na página.

4. Evite seus pontos fracos. Mas faça isso sem dizer a si mesmo que aquilo que é incapaz de fazer não merece ser feito. Não mascare sua insegurança com o ressentimento.

5. Deixe um espaço de tempo decente entre escrever e editar o que escreveu.

6. Evite panelinhas, grupos, gangues. A presença de uma multidão não tornará seu texto melhor do que é.

7. Trabalhe num computador desconectado da internet.

8. Proteja o tempo e o espaço em que escreve. Mantenha todo mundo do lado de fora, mesmo as pessoas que são mais importantes para você.

9. Não confunda honrarias com realização.

10. Diga a verdade através de qualquer véu que esteja à mão – mas diga. Conforme-se com a tristeza de uma vida inteira que advém do fato de nunca estar satisfeito.

Aqui, completo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bem,



Esse combo: Paciência + Humor dos bons + sorriso enlouquecedor + 1,80m + voz bonita, devia ser proibida, eu acho.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cegos seguindo cegos

A humanidade segue cumprindo prazos, buscando metas, respeitando leis, obedecendo a regras sociais e religiosas, mas não sente. A obediência, confortavelmente, ocupa o lugar da incômoda consciência. E vemos um bando de cegos seguindo cegos. A regra da vez é não pensar. Para que perder tempo pensando se toda e qualquer resposta pode ser encontrada em livros de auto-ajuda, nos discursos dos palestrantes, ou nas pregações religiosas? Consciência é o que ditam, não é mais o que percebemos e elaboramos a partir do que sentimos e vivemos. Tudo pode ser justificado, tudo é aceito, tudo é compreendido. E, na contramão disso, nunca se viu tantas pessoas atormentadas pela culpa, e a partir disso, temos a prova de que, o que não vemos é infinitamente maior do que aquilo que vemos. Ninguém foge à consciência quando essa decide chegar, não tem idade e nem motivo, ela tem vida própria - desperta e exige ser notada. Seguir a maioria é uma máscara.

Aqui

sábado, 17 de novembro de 2012

Ivan

Nós éramo amigos, e ele me beijou e eu me apaixonei.
E começamos na mesma hora  a namorar.
Ele já conhecia  a maioria dos meus amigos, eram  dele também.
Ele me levou pra viajar, eu conheci os seus dois príncipes e me encantei com duas crianças tão sensíveis, inteligentes, amorosas.
Ele me levou a muitos km de distância assim que acordamos num sábado, só porque eu estava com uma saudade louca do meu irmão.
Ele saiu na chuva e foi comprar o que eu tanto queria comer e eu nem estou grávida.
Ele rodou meio mundo só pra comprar a capinha que eu queria para o meu celular.
Ele assiste Grey's Anatomy comigo e também se emociona.
Ele entende a minha acidez, ler as minhas entrelinhas e me faz parecer uma idiota reclamona, porque ele não valoriza os meus dramas.
Ele foi ao jogo do Fluminense comigo, largou o trabalho no meio do dia, comprou ingresso e foi comigo. Sendo ele Flamenguista.

Teriam tantas coisas ainda pra detalhar aqui das suas ações que me causam tantas emoções.
Mas, o que eu queria dizer mesmo com tudo isso, é que eu tenho ainda medo de ser tão feliz, não sei lidar ainda com tantos sentimentos sem racionalizar. Estou no caminho, vou continuar acredito que para sempre.
Minha busca cessou, não existe mais pés de mesa tortos, as gavetas da minha vida abrem e fecham sem emperrar.
Tenho sim o melhor homem do mundo ao meu lado e sou apaixonada por ele, não pelo o que ele faz, por essas e tantas coisinhas que ele faz, tenho esses sentimentos, porque ele é essa pessoa e  não tenho  o menor receio de que nada disso vá mudar.

Ontem enquanto íamos dormir e eu deitei nos seus braços eu disse a ele que chegamos ao meio do caminho, no caminho do meio e que isso é muito raro entre duas pessoas que se gostam. Chegamos, nos reconhecemos e nos orientamos e nos regeneramos.

Me dou conta nesse momento de que acabei de nascer e eu choro bonito.
É encantamento, é delicadeza, é verdadeiro e é meu.

Se isso não for o tal amor o que mais pode ser?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012




"Comovo-me em excesso, por natureza e por ofício. Acho medonho alguém viver sem paixões."

Graciliano Ramos


sábado, 10 de novembro de 2012

Porque você foi o melhor em mim



Eu estava pensando em quantos pedaços me desfiz nos últimos tempos chorando todas as noites lembrando de você.

Em quantos desses pedaços deixei que tocassem e em quantos trancafiei com mil chaves. Como sou frágil e tão dura, mas hoje não estou com forças para lutar contra isso, não o suficiente. Nessa solidão cabe mais alguém. Hoje está tudo sem canções, sem motivos, quase desbotado. Insisto, estou com saudade e eu não queria ter que escrever sobre isso...

Meu coração está doendo.

Queria correr muito, até os pés calejarem, até o fôlego sumir.

Acordei implorando aos anjos por sua presença, que você estivesse aqui, hoje. Eu tenho tanta coisa pra te contar. Você nem faz ideia da falta que me faz, do tanto que eu sinto sua ausência. Mano casou hoje e tudo me lembra você.

Queria tanto que você estivesse lá. Você sabia que depois daquele dezembro eu nunca mais tive férias?

Queria dizer que eu me pareço com você a cada dia que passa, só que eu cresci mais q você, mas o mau humor é igualzinho. Queria ter comprado mais vestidos pra você. Queria que você tivesse conhecido algumas pessoas, mas agora nem eu as conheço mais. Nesses dois anos nunca mais eu comi sopa de feijão. Toda e qualquer comida tornou-se sem graça, sem sabor. Queria ter tomado mais café com você. Queria ter te abraçado mais vezes. Esses dias eu pensei, que se você tivesse por aqui eu te levaria ao cinema pra ver um filme, eu te levaria mais a praia, a shows, tenho certeza que você iria querer ir ao show da lady gaga também, O meu pai também sente saudade, ele não diz, mas te vê em todas as mulheres que surgem diante dos seus olhos. Hoje eu vi um brilho triste momentâneo nos olhos do Luís, e nesse exato momento, eu me senti tão pequena, você me trouxe essa sensação de impotência, me tirou dos eixos errados e me colocou nos corretos. Senhora de cabelos encaracolados, boca de batons, pele perfumada, voz baixa, doce, terna... Te busco por ai. E eu sei que você sabe de todas essas coisas.

Mas é que me deu uma saudade tão grande, tão grande, tão grande...

Não está sendo fácil

- È só saber simplificar as coisas.
- Mas nem sempre é fácil simplificar. as pessoas estão tão condicionadas a complicar tudo sempre, que na hora de simplificar, é simplesmente impossível.
- Então, mas o complicado não é uma delícia?
- Difícil pode ser uma delícia. o complicado é sempre amargo, pelo menos pra mim.
- Por que você não pega isso e manda pro marcelo camelo? ele faz música disso.
- Só pra música isso serve mesmo. Porque pra vida...


Dor Púrpura

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eu sou a pior.

Acordei entediada e resolvi arrumar a casa, lavando o banheiro, a descarga quebrou, limpando a varanda, me tranquei do lado de fora, pulei a janela do quarto pra voltar, não conseguia parar de rir, imaginando que alguém poderia estar filmando, eu tava de vestido curto (posso confessar que tava sem calcinha ou fica muito ruim pra minha pessoa?) , saí correndo para a cozinha porque deixei a torneira do tanque aberta, escorreguei ( havia acabado de passar paninho no chão cheio de detergente) caí ( dinovo), o riso desesperado ainda me perseguindo. Levantei toda dolorida, fui pra sala e vou continuar aqui quietinha até a minha amiga voltar.

Pra que ser equilibrada se eu posso ser estabanada?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Deixa que eu seja eu



Talvez mais detestável do que alguém que julga o seu estado te vendo em breves minutos, ignorando o que você passa e sente nas outras dezenas de horas com as quais os seus dias são preenchidos, só mesmo quem tenta te convencer do que você precisa superar ou de como deve se sentir ou reagir diante das suas dores e perdas.

Alguém que te empresta um ombro, te dá um lenço ou um rolo de papel higiênico pra você assoar o nariz quando tudo que você quer é chorar, ou que fica do seu lado no mais profundo silêncio quando palavra nenhuma é capaz de confortar, é infinitamente mais útil do que alguém que te diz que já está na hora de você superar, que você precisa sair dessa e blá blá blá Whiskas Sachê.

Ah… a vida alheia! Como é doce e terna a vida alheia, não é mesmo? Fácil de opinar e simples de resolver, ainda que ninguém seja capaz de imaginar ou mensurar.

E se eu abro o berreiro no meio da rua ou se choro baixinho quando ninguém está vendo, não é porque a minha dor muda de tamanho, o que muda, na verdade, é o meu tamanho quando eu sinto dor. E se eu volto a ser criança toda vez que a vida me dói, isso é tão alheio aos outros quanto deve ser.

Mas se as minhas dores estiverem expostas e visivelmente maiores do que eu, a ponto de eu não conseguir ou não querer esconder, prepara uma omelete pra mim e me traz uma coca-cola gelada que eu vou te agradecer muito mais.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eu quero terminar...

 Post não meiguinho
 Pode dar o fora enquanto você ainda tem tempo.


Chorei por inúmeros motivos diferentes hoje ao longo do dia, até explicaria e transformaria esse post em um daqueles gigantesco, só que né? Não existe racionalidade no universo inteiro que me ajudaria nessa tarefa de explicação...
São 20 dias do meu mês pensando quase como um homem, equilibrada, sensata, desapegada, racional, prática, zero de mimimi, daí chega esses dias, esses diaszinhos que antecedem aqueles em que eu morro de cólica, que pronto, acabou tudo, perdi a minha essência, quero terminar.
Hoje eu quis terminar com meu chefe, com a minha melhor amiga, com a moça que tentou me vender uma base, com a dona do restaurante, com os meninos do operacional, com o carinha que me vende cigarro, com o taxista, com o porteiro e se possível com o elevador que parou tanto até chegar ao 12º andar.
E é exatamente isso, tô querendo terminar com todo mundo. Inclusive com o meu namorado que eu acho que não me ama mais.
Tanto ódio e carência dentro do meu coração. 
Chorei tanto, chorei tão bonito, me escondi no banheiro e enquanto chorava reparei que eu fico bem interessante chorando, é, esse papel frágil até que me cai bem.
Quem foi que disse que o post não seria longo? 
Então, concluindo, é isso, eu me torno uma pessoa estranha, uma pessoa que eu não gosto, que eu não sei lidar, uma pessoa que quer mirar a cabeça de outra qualquer pessoa e jogar um copo, e vê-la saindo e batendo a porta e então essa pessoa aqui, bateria a porta novamente, seguraria a barriga ( pensando estar grávida) e - escorregaria por ela, (a porta, não a barriga); bem em câmera lenta até cair no chão. E chorava, porque sejamos justos, se tem uma coisa que essa pessoa aqui ( que eu não conheço) sabe fazer é isso. Drama.
Meu mundo nesses dez dias a seguir se resume a : Chorar e terminar.

Eu quero muito  terminar com o mundo.

Aguardar é um dos verbos da Esperança

Meu nome é paciência. Meu verbo é o esperar. Oque eu aprendi é que não há desejo sem espera e que aguardar é um dos verbos da Esperança. Não perco nada na espera. Antes, ganho. Ganho o desejo. Ganho o prelúdio. Ganho o significado do tempo. Esperar demora. E ensina. E adestra a ansiedade. Eu espero tudo que consigo imaginar. E espero também que nada se realize. É o comando da calma. A gente vai ficando calminha, calminha, até que a espera vira um capítulo. De capítulo em capítulo, forma-se uma história que só termina no ponto final.


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Aqui!

domingo, 4 de novembro de 2012

Toxinas



"Ressentimento banal, é verdade, mas a maioria deles o é. E, por sua pequenez, me senti obrigada a reprimir. Por falar nisso, essa é a natureza do ressentimento, a objeção que não podemos exprimir. É o silêncio, mais que a queixa, o que torna a emoção tão tóxica, como os venenos que o organismo não expele com a urina."

Eva em Precisamos falar sobre Kevin

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Estou tão ocupada vivendo

Sou dura com as pessoas.
Sou ainda mais comigo mesma.  Só sei ser assim.
Preciso disso para continuar crescendo...Portanto, não tenho nenhum problema  em ser dura com os outros ao meu redor.
Esse  é o meu  amor.
Porque amor pra mim tem essa dinâmica; se eu me acomodo e me sacio,  ele evapora e vai embora.
Meu amor tem muito a ver com minhas insatisfações...É uma espécie de desequilíbrio que, só  assim, me leva a plenitude.
E a felicidade não está em lugar nenhum a não ser nesse processo...Na minha alma  que consegue desfrutar os perrengues e as vitórias que eu acolho no meu caminho.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Posso apagar a minha estrela, só que não.

O óbvio é o mais difícil de ser percebido. Aliás, a este respeito, já dizia um antigo professor que se o homem vivesse no fundo do mar provavelmente a última coisa que ele descobriria seria a água.

Eu assisto sempre o comecinho de algumas coisas, novela nesse caso, dái as coisas começam a dar errado, eu paro e não quero mais saber sobre. Nunca mais.

Eu termino relacionamentos de amizade e românticos, porque as pessoas me decepcionam, dái eu não quero mais vê-las.

Eu cismo com uma comida, daí eu como sempre desesperadamente. Dái depois de um mês eu não aguento mais ver, cheirar...

Eu amo um sapato, ou vestido, ou bolsa, ou sei lá qq futilidades dessas, eu uso, uso, uso e depois eu enjôo, e não uso mais.

É eu sei, eu preciso aprender a aceitar as dificuldades e não desistir das pessoas, eu também sei que preciso aprender a brigar com o meu namorado, só brigar sem terminar. Brigar, ficar sem falar, sem ver, mas amando e acreditando que uma boa conversa desfaz todos os nós, eu sei, eu sei que preciso variar, os gostos, o apetite, eu sei disso tudo...Mas daí a fazer algo a respeito rola todo um caminho bem longo. E é por isso que eu não acredito em terapia. Não preciso de alguém pra me dizer que muitas vezes sou desequilibrada, neurótica, egoísta, Alice, mimada. Eu sou consciente cara, beeem consciente, e eu sei que só eu posso fazer algo por mim...

Papo doido ? É que a gente está pensando em morar junto antes de outros passos.
É que em algum momento eu deixei ele pular o murinho que havia até o meu coração. 
É porque ele é especial, é porque ele tem uma família linda, é porque ele é alguém que eu nunca imaginei e sempre quis que existisse, então por isso é que eu quero me tornar uma pessoa melhor.

Não precisa ser pra sempre, mas quero que seja terno hoje. 
Ele desafiou a minha estabilidade, ele me tirou do quentinho, solitário, fugaz, ele me fez amar alguém real. Me fez rir do homem perfeito que eu criava nos meus sonhos...

É porque se fofura, educação, inteligência, paciência, humor tiver limite, ele não conhece...

É porque eu não sei o que fazer com o mundo inteiro que ele colocou em mim.

É porque eu tô ferrada mesmo e vou ter que me aprimorar como ser humano. 

É só Porque eu tava fugindo de mim mesma, mas ele não me deixou ir muito longe.





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Eu tenho a força

Eu vejo hoje que quanto mais força a mulher concentra, mais delicada ela é.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ao menos eu tento


Aturo quase nada os motivos de algumas pessoas quererem falar algo diretamente e inventarem um caminho bastante indireto de dizer a mesma coisa. Cansa viu?
Talvez seja um modo de fingir que não tem nada acontecendo, que sabemos das coisas mas não nos entendemos. 
Entender os outros é um compromisso que não é todo mundo que suporta. 
Acho que é isso. 
Eu entendo o que eu ouvir ou perceber, se o interlocutor for objetivo e conciso.
Não, eu não vou dizer de outro jeito nunca, não, eu também não vou procurar uma estratégia por detrás dos seus atos.
Eu simplesmente vou te colocar na minha prateleira de pessoas que eu posso ou não manter uma relação digna.
E na boa? 
De dignidade eu entendo.
...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Abrir espaço

Existem duas maneiras de não sofrer. 
A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. 
A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço."

(cidades invisíveis, ítalo calvino)

Duas frases que jamais vou esquecer, ouvidas ontem:

Você é uma menina, uma mulher, seja sempre por favor.
Não racionalize tudo, algumas emoções são boas, e são só isso, emoções. Entregue-se.

Obrigada por me reconhecer...

domingo, 14 de outubro de 2012

Leio, escrevo, apago...

Quando é indizível mas incarregável, a gente não devia ter forma de expressar? Não devia ter um jeito pra gente falar o silêncio e preencher com vazio? 
Se a matemática inventou o zero, a poesia não devia inventar uma figura que dissesse calando? Comunicando reticências alguém soube escutar a chuva. 
Se eu desaguar a minha angústia no teclado, alguém vai ler o que eu não soube dizer? Nos vãos entre os pontos pode morar uma compreensão? não a do saber, mas ao menos da mão estendida. Se eu ficar bem quietinha, você vai ouvir eu te amo?




Reticências

Por motivo de dói demais parte 2

Querido  pergunta se tudo está bem, eu respondo que não, começo a dissertar e né, vem a merda:

*digamos que tudo começou a desandar
*mas tudo
*tava fazendo um castelinho de areia toda feliz etc daí vem a vida e chuta a porra da areia pra tudo que é lado
*aí a areia entra no meu olho e na minha garganta daí eu me engasgo e morro
*fim
*mais ou menos isso

Metáfora pobre, mas so so true.

Aguenta...



As pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo, o verso justo, a música perfeita, o filme exato, punhaladas revirando um talho quase fechado, cada palavra, cada acorde, cada cena, até a dor esgotar-se autofágica, consumida em si mesma, transformada em outra coisa que não saberia dizer qual era”.

 Sim...É da série Fodástico...




Simplesmente por motivo de dói demais, e vai demorar a passar, desculpas aê...


sábado, 13 de outubro de 2012

Isso também vai passar...

"Ontem, chorei.
Cheguei em casa, meti-me no quarto, sentei-me na beirinha da minha cama,
tirei os sapatos, desapertei o sutiã  e chorei um bom bocado.
Acreditem que chorei até o meu nariz pingar para cima da minha blusa de seda
que comprei apressada.
Chorei até ficar com as orelhas quentes.
Chorei até ficar com uma dor de cabeça tão grande,
que mal conseguia ver a pilha de lenços de papel sujos acumulada no chão, aos meus pés.
Quero que saibam que ontem chorei um bom bocado
Ontem chorei
por todos os dias em que estive tão ocupada, ou tão cansada, ou tão irritada, que nem consegui chorar.
Chorei por todos os dias, e todas as maneiras e todos os momentos em que eu desonrara, desrespeitara e desligara o meu eu de mim própria, e acabara por vê-lo refletido na maneira como os outros me faziam as mesmas coisas que eu já fizera a mim própria.
Chorei por todas as coisas que eu dera para depois me roubares;
por todas as coisas que pedira e que ainda não se tinham concretizado;
por todas as coisas que conquistara para depois as dar a pessoas em circunstâncias
que me deixavam com uma sensação de vazio, magoada e simplesmente usada.
Chorei, porque realmente chega uma altura da vida em que a única coisa que nos resta fazer é chorar.
Ontem chorei.,
Chorei, porque sofria,
Chorei porque me fizeram sofrer.
Chorei, porque o sofrimento não tem para onde ir,
a não ser para dentro da dor que o causou à partida, e quando lá chega, o sofrimento desperta-nos.
Chorei, porque era demasiado tarde. Chorei, porque era chegada a hora,
Chorei, porque a minha alma sabia que eu não sabia que a minha alma sabia de tudo o que eu precisava de saber,.
Chorei com toda a alma, ontem, e soube-me tão bem.
Pareceu-me tão, mas tão mal.
Por entre o meu choro, senti a minha liberdade chegar.,
Porque
Ontem, chorei com um objetivo"



Essas batidas

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É isso


Quando a Sra Formiguinha sobe pela parede e algo e  a manda pro chão faz sentido que ela continue a subir depois. 
Mas quando ela está descendo e tal coisa a derruba, porque diabos ela iria continuar descendo?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dos fins...


Se a  pessoa está no encalço de algo, naturalmente ela será otimista e destemida, nada tem a perder.
Se a pessoa está na liderança, ela é conservadora e quase paranóica.
Se a pessoa achava que estava na liderança, e tendo esse pensamento, ainda agir com um comodismo preciso. É fatal.
Aceito desafios...
Com consciência, foco, contradições, diversão eu admito: Não desisto fácil.
Da série: Estou consciente, mas se tem uma coisa que aprendi  é ter certeza do que é melhor pra mim.

Não é nada pessoal. Nunca foi.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Driving in your car I never never want to go home Because I haven't got one Anymore

Me leve para fugir essa noite. Cale minhas reclamações e as transforme em sorriso. 
Me leve para algum lugar onde as luzes brilhem tanto que doa aos olhos de quem não quiser enxergar o colorido da avenida. 
Me ponha em movimento dentro de um carro, dentro de um abraço, dentro de uma roda de música e pessoas cantando alto, soltando a alma em um ritmo que não me faça querer parar. 
Me cerque do rock britânico dos anos 80 e do balaio dos violões com suas cordas quase rompendo de tanta euforia. Você sabe, eu nunca quis sair do meu mundo, mas, de qualquer forma, me apresente o seu. 
Me dê a chance de escolher algo diferente que me faça querer sair de casa e correr pelas ruas da cidade. 
Me leve para fugir essa noite porque eu quero ver o que de tão fabuloso e ao mesmo tempo cruel existe por trás das janelas do seu carro. 
Me leve para ver pessoas de verdade. 
Me apresente lágrimas e risadas. 
Faça com que eu sinta coisas boas. 
Faça com que eu sinta alguma coisa. 
Me leve para beber até perder o bom senso e me deixe sentada ao meu fio, cantando enlouquecidamente alguma cantiga que acabei de aprender. Não, não me deixe em casa. 
Não me ponha na cama, estenda o cobertor e me faça dormir. Eu não quero dormir essa noite; eu quero enlouquecer sem motivo algum e acordar amanhã com uma dor de cabeça que tenha valido a pena. Pensando bem, não me deixe voltar. Não quero ser mais benvinda no meu mundo, eu quero ser parte do seu. 
Quero pegar a sua mão e correr pelo meio das ruas, desviando de motos e ônibus, colidindo apenas com você. 
Esperar amanhecer ao seu lado é uma forma linda de uma noite chegar ao seu fim. E se a noite não acabar, e se o delírio permanecer, e se a realidade jamais retornar, bem, o prazer e o privilégio de viver essa loucura opcional ao seu lado terá sido todo meu. 
Mas me leve para fugir essa noite. 
Me leve para qualquer lugar, não precisa me dizer para onde, não precisa me dizer com quem, não precisa haver hora para voltar. 
Me transporte por meio de suas passagens secretas até chegar a um lugar que me faça pensar: esperei tanto para estar aqui. E se um medo inaceitável for aparente em meu rosto, novamente: cale minhas reclamações e as transforme em sorriso. 
Não deixe que nada nos detenha. 
Me leve para fugir essa noite e juro como nada mais me importa. 
Me leve para fugir essa noite e não me traga de volta. 
Me leve para fugir essa noite e se perca comigo em algum lugar. 
Me leve para fugir essa noite com você.

Aqui e Aqui

domingo, 7 de outubro de 2012






Criança que brinca e o poeta que faz uns poemas. 

Estão ambos na mesma idade mágica! 

Quintana

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

“Salta uma média no copo e um pão na chapa”.


1. Amo as cidades que sabem se reinventar, como o Rio de Janeiro, que deixou de ser a sede tropical da corte portuguesa, capital do império e da república e, graças a Deus, capital cultural do Brasil, título careta e equivocado num país cuja diversidade cultural não respeita território e dispensa uma capital. O Rio soube transformar uma decadente Lapa em polo de atração capaz de arrancar os jovens da Barra da Tijuca de seus condomínios para se divertir com outros jovens, do resto da cidade, nas rodas de samba e chorinho. Soube resgatar o carnaval de rua, fazendo do Centro e de cada bairro passarelas tão ou mais atraentes que o Sambódromo globalizado. 

 2. Amo as cidades que têm esquinas e, principalmente, quando ocupadas por padarias e botequins, para a gente ouvir pela manhã o balconista gritar: “Salta uma média no copo e um pão na chapa”. À noite, na volta para casa, uma rápida parada no boteco predileto, jogando conversa fora com um cara que você nunca viu antes, ouvimos deliciados e com sotaque lusitano: “Salta uma gelada que o freguês tem pressa”.

3. Amo as cidades amigáveis, que tratam bem habitantes e visitantes e onde, num único quarteirão, a gente possa encontrar quase tudo. Amigável com crianças, velhos e namorados, que dispõem de uma pracinha perto de casa. Com os visitantes, pela gentileza da população e por uma sinalização urbana feita para evitar que qualquer um se perca. A cidade amigável nos salva do ataque de flanelinhas, motoristas de vans e taxistas inescrupulosos, garçons e vendedores mal-humorados, que adoram errar no troco, falsos guias turísticos e toda a sorte de gente capaz de fazer um turista jurar que nunca mais bota os pés ali.
4. Amo as cidades com entretenimento para todas as idades, independentemente de quanto temos no bolso. Se der sorte de a cidade ter praia, metade do problema está resolvido. Parques, museus, centros culturais, bibliotecas e shows devem oferecer entrada franca. Amo as cidades com locais para confraternizar a céu aberto.
5. Amo as cidades que preservam da ganância dos especuladores as suas montanhas, matas, praias, lagoas, florestas, seus parques e manguezais. Onde o ar se respira, e a poluição não nos sufoca nem nos adoece.
6. Amo as cidades que respeitam sua história e sua arquitetura e, por isso, se tornam donas de uma força misteriosa que faz com que moradores, até os mais cosmopolitas, relutem em se afastar, apegados aos bairros onde vivem, às paisagens conhecidas, aos prédios e monumentos e também às praças, ruas, travessas e becos, repletos de significados.
7. E amo, sobretudo, as cidades inclusivas, onde todos possam exercer sua cidadania. Uma cidade onde crianças não oferecem balas e fazem malabarismos a cada sinal de trânsito, porque estão brincando em casa ou estudando nas escolas. Uma cidade sem moradores de rua e, se os tiver, que garanta a eles compreensão, abrigo e oportunidade. Onde nenhum trabalhador perca horas preciosas para chegar ao emprego. Onde os donos das ruas não sejam os carros particulares, mas o transporte público de qualidade. Onde a divisão entre morro e asfalto só exista na lembrança dos mais velhos ou nos livros de história, para não esquecer como é triste e perigoso viver numa cidade dividida. Onde os governantes saibam ouvir e governem para todos, discretamente. E que tenham horror às obras suntuosas.   
O arquiteto e urbanista premiado Luiz Carlos Toledo listou “7 motivos para amar uma cidade”:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Hábitos

Li um artigo na revista Galileu sobre hábitos. Sou facílima pra criar hábitos, por isso deveria começar a fazer só coisas legais pra minha vida. Tipo trocar café por chá, coca-cola por água, e internet por ginástica.

45% das coisas que a gente faz são mecânicas, e os hábitos permitem preservar energia para coisas complicadas. 
Ele não pode ficar queimando neurônio à toa, então a gente faz um monte de coisas sem precisar incomodá-lo, tipo escovar os dentes. Mudar um hábito é difícil, porque eles não foram feitos para serem mudados. Os hábitos formam rotas neuronais bem sedimentadas, justamente para não serem alteradas.

Teoricamente, o sistema do hábito está imune à razão e a emoção, ocorre de forma independente e é resistente à mudança.

Hábitos só se formam com repetição, estão gravados nos nossos neurônios e não adianta querer eliminá-los pois eles voltam. A não ser que você grave novos hábitos por cima dos já existentes. Dá certo porque para o cérebro tanto faz ginástica ou biscoito de chocolate, ele quer dopamina.


Por: Marina


Leve, ela.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ser profundamente amado por alguém nos dá força; Amar alguém profundamente nos dá coragem." Lao-Tseu

Estou tentando não me perder no mundo inteiro que ele colocou em mim, olho para ele e só desejo  o bem, toda a sorte do mundo inteiro. Quero enchê-lo de alegria.

Hoje enquanto ele dirigia o  meu coração transbordou de ternura, a maior de todas, a mais calma, pontual e absoluta ternura.

Sigo ainda na tentativa de falar ao invés de só ficar olhando...Estou tentando lidar com essas dificuldades que ele já conhece tão bem. 

A pessoa mais incrível,  agradável, educada, engraçada, inteligente que já conheci e fico aqui, com os dedos cruzados, desejando que um dia ele possa  enxergar toda essa imensidão em si mesmo.

Eu amo você Ivan

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