quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Enquanto ouço o silêncio e busco respostas no escuro do quarto, passeio o pensamento por desconfortos, alegrias, saudades, expectativas...
Enquanto amarroto lençóis e me irrito com a camisola, desembrulho pequenas e generosas lembranças ou destampo frascos de terríveis venenos...
Primeiro as preocupações as fisgadas da aflição, a falta de tempo, a agenda, a saúde...
Depois o filme dentro da cabeça vai ficando mais denso, pastoso, pesado...
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De repente exponho todos os meus infernos, inferninhos, infernaços...
Os fantasmas, os pavores, os assombros, os remorsos, as revoltas...
Tudo chega, confere, cutuca para depois diluir-se em vazios e esquecimento...
O desespero das horas lentas, dos becos sem saída, das orações não atendidas, dos pactos rompidos, dos desencontros, dos mal-entendidos...
As palavras ríspidas, ferinas, destrutivas ecoam desconfortáveis, ásperas, arranhando a consciência, abrindo feridas, destilando venenos...
Ah, as lembranças... São como insetos impertinentes a zunir e perturbar.
As palavras duras, grosseiras, perversas ficam martelando ...
As palavras que nos feriram e as que calamos ficam murmurando ressentimentos, vinganças, pois são obsessivas e rancorosas ...
Um banho...uma imagem de alguém especial...td muda...a esperança entra pela janela...inunda e tráz a paz como companhia...eu recebo...agradeço e me satisfaço com tamanha surpresa...e espero o recomeço...
Permaneço...
operando em modo "espera"