quarta-feira, 11 de março de 2009

ando meio puta comigo porque eu virei um tijolo na parede que só sabe jogar joguinho de computador. As costas doem . Acho que se me mandassem escolher entre o cigarro e o joguinho, eu ficava com o joguinho. É tão triste que me dá uma dor. Mas eu tenho esse gene do vício por criar enredos, então a culpa não é só minha, é da minha genética podre. Quando eu era criança pequena lá em Barbacena e a aula estava chata, eu não dormia, nem escrevia, nem conversava com o coleguinha. Eu criava uma história de amor entre a Bic azul e a vermelha. Se a aula fosse muito comprida, dava tempo deles casarem e parirem a borracha e o apontador. Às vezes um morria, se jogava da carteira para o chão, e eu até chorava pelo final triste dos dois. Em três ocasiões a professora percebeu e me mandou compartilhar com a classe e eu tive de dizer que estava falando sozinha, o que não me criou uma boa fama escolar, além da vergonha absurda. Hoje não brinco mais com artigos de papelaria, mas estou sempre fantasiando e criando enredinhos, e imaginando o que faria com o prêmio da Mega Sena ou com o Sawyer todinho. Não vou me tratar. Acho que é uma válvula de escape muito saudável à realidade nojenta e cruel. Tem gente que acha que é esquizofrenia, mas eu não ligo pra essa gente...