segunda-feira, 23 de março de 2009

tenho pavor de quem fala muito...por qq motivo...por nenhum motivo...qd vc está muito eufóico vá lá...tanqs...mas sabe aquelas pessoas que falam por falar...eu e meu maido às vzs ficamos juntos por horas...nos olhando...acariciando...mas sem palavras...eu encontro conforto no silêncio...
tava passeando e achei esse blog...amei!!!
foi um encontro...
queria ter escrito isso...


Desconfie de quem fala demais! Pode parecer estranho; afinal,é comum desconfiar dos quase calados, por associar o silêncio ao caráter misterioso de quem quer manter segredos para si ou não tem o que falar. Mas o silêncio é também uma escolha ética.
Desconfie de quem fala demais! Sem levar em conta a ética, a bondade e a relevância das palavras.
Desconfie de quem fala demais; e sob a desculpa de sinceridade, impõe suas impressões, invejas e maldades- manipulando.
Desconfie de quem fala demais e dos outros, pois do mesmo modo que profere sem critério sobre outras pessoas, também pode fazê-lo a seu respeito.
Silencie, quando preciso… Sem temer que pareça consentimento, falta de opinião ou covardia. Pois, silêncio também é ação. Às vezes, a mais adequada.
Porém, não silencie as injustiças, os amores e as coisas boas da vida.
As bobagens também podem ser ditas. Ouvi-las nos transporta a embriagues das risadas mais sinceras.
Desconfie de si, se necessário. Pois ninguém está isento do erro.
Desconfie dos pais, dos amigos, dos filhos, dos parceiros - mas um desconfiar amigável de quem sabe que o erro é humano, e em muitos casos, sem intenção de machucar.
Desconfie da imprensa, dos livros de autoajuda, das previsões meteorológicas, astrológicas (para 2009 ou outro ano qualquer); das campanhas políticas e publicitárias…
Desconfie das ciências, do método, da metafísica e do dinheiro. De tudo que aparenta, mas não é.
Desconfie de mim, pequena aprendiz da vida e das palavras.
Mas se possível, acredite em Deus que fala de tudo sob o silêncio do nada…
No vento, nas folhas das árvores, na raiz que cresce calada como tudo que explode vivo, sem alarde.

Silhueta de Borboleta